Homem que matou 12 deixa áudios assustador, ouça: compra de arma, bate-boca e perdão para os “policiais que não vão nem almoçar direito…”

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Sidnei Ramis de Araújo matou a ex-mulher, filho e mais dez em Campinas. Ele invadiu festa da família com uma pistola 9 milímetros e realizou disparos.

O atirador da chacina que deixou 12 mortos em Campinas (SP) durante uma festa de réveillon, incluindo o filho de 8 anos, gravou uma série de áudios onde conta sobre a suposta compra da arma usada nos assassinatos e pede perdão “pelos transtornos”. Entre as gravações obtidas pela EPTV, afiliada da TV Globo, estão ainda relatos de discussões de Sidnei Ramis Araújo com a ex-mulher Isamara Filier, que está entre as vítimas. O autor cometeu suicídio após o crime.

Araújo afirma que comprou a pistola 9 milímetros da viúva de um policial militar e diz que ela não imaginava a finalidade dele. “Sobre essa arma… Eu comprei de uma viúva, viúva da PM [Polícia Militar], a mulher estava precisando de grana. Vocês sabem como que é a aposentadoria de PM, aposentadoria de PM morto. Gente, não vai atrás disso não, a mulher não ia saber que eu ia fazer isso [chacina]. Estava precisando de dinheiro, não ia usar essa p… dessa arma”, explica.

Na sequência, o atirador menciona que ocultou a numeração da pistola para tentar proteger a suposta vendedora e espera que ela não saiba sobre o uso. “Eu raspei toda essa numeração para que ninguém consiga prejudicar a mulher, coitada. Espero que ela nem fique sabendo disso, senão ela vai pensar que vai morrer, vai para o inferno e vai deixar os filhos aí”, relata.

Araújo invadiu a casa na Vila Prost de Souza com a pistola, dois carregadores, um canivete e dez explosivos. A Polícia Civil investiga quem vendeu a arma para ele.

O atirador, de 46 anos, trabalhava como técnico no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), que reúne alguns dos principais laboratórios de estudos e inovação do governo federal. Por meio de nota, a instituição lamentou o ocorrido.

Perdão e discussões
Em um dos trechos da gravação, o atirador evidencia plano de cometer o crime durante o Natal e pede perdão aos policiais pelos “transtornos” que causaria. “Quero pedir desculpas até mesmo para a polícia, para o resgate. Vou gerar muitos transtornos, vocês não vão nem conseguir almoçar direito, ter o descanso do almoço no Natal. Me desculpa, não dá, não consigo suportar.”

Já em outro áudio, Araújo e a ex-mulher discutem sobre a permissão dele para gravar o filho. “Eu só quero registrar ele, porque está crescendo”, defende o técnico. Já Isamara alega na ocasião que não foi avisada com antecedência e quer fazer “as coisas direito”.

Carta
Antes dos crimes, o atirador também escreveu uma carta para os amigos e a namorada, além de mensagens para o filho. No documento de oito páginas, ele afirma que estava se vingando da ex-esposa porque ela dificultava seu relacionamento com o filho, escreve frases de ódio contra as mulheres, se diz injustiçado e fala dos planos de assassinar a família.

Feridos
Dos três sobreviventes feridos durante a chacina, dois homens continuam internados em hospitais de Campinas e o estado de saúde deles é considerado estável. Além disso, dois adolescentes e uma mulher com uma bebê de colo conseguiram escapar.

A ex-mulher do atirador da chacina, Isamara Filier, detalhou as ameaças e queixas contra Araújo à Polícia Civil. Nesta terça-feira (3), o G1 obteve, com exclusividade, o conteúdo dos históricos dos cinco boletins de ocorrência registrados pela vítima ao longo de dez anos.

(via agencia de noticia)

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