Físico diz saber o verdadeiro motivo de alienígenas não terem feito contato com a Terra

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Por que ainda não temos sinais de vida extraterrestre? Tendo em conta os estimados 200 bilhões – 400 bilhões estrelas, e pelo menos 100 bilhões de planetas na nossa galáxia, essa é uma pergunta difícil de responder.

 O físico, professor e apresentador de TV, Brian Cox, alegou saber o verdadeiro motivo por trás dessa desafiadora questão da Astronomia. Segundo ele, qualquer tipo de vida inteligente está se destruindo antes de evoluir. Isso porque, a mesma tecnologia que nos empurra para frente, produz gases que causam o efeito estufa ou armas nucleares que, dentro de alguns milhares de anos, podem destruir civilizações inteiras.
Cox é conhecido por apresentar um programa de TV chamado Stargazing Live and Wonders of the Universe. Em uma entrevista ao The Sunday Times, ele sugeriu que as taxas de avanço da Ciência e Engenharia em qualquer tipo de civilização extraterrestre poderiam ultrapassar o desenvolvimento das instituições políticas capazes de gerenciá-las, o que levaria a um modelo de autodestruição. Logo, a mesma tecnologia que nos permite avanços, produz gases de efeito estufa e armas nucleares, consideradas ameaças para a civilização humana.
O problema foi proposto pela primeira vez em 1950, pelo físico Enrico Fermi, que reivindicou que qualquer forma de vida com tecnologia suficiente poderia colonizar a Galáxia em alguns milhões de anos, mas que nada disso ainda tinha acontecido. Tal paradoxo foi descrito por sua famosa frase: “Onde está todo mundo?”.
Uma solução para o Paradoxo de Fermi é que não é possível governar um mundo que tem poder de destruir a si mesmo e que precisa de soluções colaborativas globais para impedir que isso aconteça”, disse Cox. “Pode ser que o crescimento da Ciência e Engenharia inevitavelmente ultrapasse o desenvolvimento e experiência política, levando a um desastre”.

Em seu livro publicado recentemente, escrito em colaboração com o físico Jeff Forshaw, da Universidade de Manchester, “Universal: A Guide to the Cosmos” (“Universo: Um guia para o Cosmos”, em tradução livre), ele expõe como a Ciência tem explicado o desenvolvimento do Universo a partir do evento do Big Bang, que ocorreu cerca de 14 bilhões de anos atrás. Ambos os físicos sugerem que tal evento foi apenas um de um vasto de número de ocorrências semelhantes. Indo ainda mais longe: cada evento representaria outros Universos com leis físicas completamente diferentes.

De acordo com Forshaw, apesar de soarem “bizarras”, as ideias são fundamentadas em evidências sólidas e raciocínio. “O objetivo do livro é mostrar como podemos usar evidências e ideias simples para chegar a conclusões poderosas”, disse.

A ideia considerada mais controversa apresentada pelos dois físicos diz que os políticos deveriam começar a pensar mais como os cientistas, baseando suas informações em evidências e ideologias ao invés de tentar vender ao público sempre uma certeza.

O que faz um cientista? Nós queremos estar sempre certos? Ou nos preocupamos com a compreensão da natureza? N o último caso, temos até prazer em estar errados”, disse Cox. Para Forshaw, “os políticos devem ficar satisfeitos se suas políticas de trabalho funcionarem, da mesma forma que devem aceitar se alguém aparecer com algo melhor”.

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(Via Agencia De Noticias)

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