Este detento foi condenado a uma pena de 48 anos. 17 anos depois, uma criança entra na prisão e o enche de esperança!

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Pouco tempo depois de começar a frequentar a escola, Zachary Tucker recebe um diagnostico terrível: a criança sofre da síndrome de Asperger, que é uma forma de autismo.  Seus pais, arrasados, ao menos têm algum conforto ao conseguir justificar o comportamento estranho do menino. Mas a doença evolui rápido, e a situação de Zachary se agrava a passos largos.

Infelizmente, esta forma de autismo não atrapalha apenas a interação social do menino, ela também desencadeia terríveis ataques de pânico. Zachary não consegue dormir, e diversas vezes acorda chorando. Acalmá-lo é uma tarefa difícil, porque ele não deixa ninguém se aproximar enquanto está tendo um ataque.

Arthur e Susy Tucker, os pais do garoto, ficam totalmente desesperados, e se sentem dispostos a tentar qualquer coisa que possa ajudar. Pesquisando na Internet, Suzy descobre sobre Chris Vogt. Este homem é um especialista em treinamento de cães para serem companheiros de crianças com autismo, e parece ser um dos melhores no mercado. Mas tem um problema

Chris Vogt é um criminoso e está trancafiado em uma prisão desde 1998, quando foi acusado de assassinato. Sentenciado a 48 anos, o homem participa de um programa para reabilitar cães alojados em abrigos para animais.

Porém, Chris encontrou sua verdadeira vocação ao participar deste programa, e se dedicou ao máximo. Ao longo do tempo, ele começou a se interessar por autismo, e apreendeu de maneira auto didata tudo sobre o tema. Aplicando o que leu, Chris criou um método de treinamento para que cachorros sejam companheiros de crianças autistas.

Até aquele momento, a demanda por cachorros ensinados por ele tinha sido praticamente nula. Em geral, os animais treinados na prisão são preparados para serem cães guias de cegos e surdos.

Entretanto, apesar do sucesso do método de Chris, a idéia de visitar uma prisão é assustadora para uma criança de apenas 9 anos. Mas Zachary se adapta rápido, e já na primeira visita ele percebe o quão bom para ele é ter esse novo amigo peludo.

Chris treinou o cão Clyde para reagir imediatamente quando ele percebe que a criança esta prestes a ter um ataque. Se o coração de Zachary começar a bater mais rápido, sinalizando o início de um ataque de pânico, o cachorro o sacode e o distrai antes que a situação se agrave. Durante o processo de treinamento e adaptação entre os dois novos amigos, Zachary visita Chris diversas vezes na prisão.

“Meus ataques de pânico diminuíram em 70%, e agora eu consigo relaxar o suficiente para fazer amigos na escola, o que eu antes não conseguia,” conta Zachary. Feliz com os resultados positivos, a família do menino fica tão agradecida que decide voltar na prisão para agradecer a Chris. Neste dia, seus pais observam uma reação de Zachary que eles não viam fazia muito tempo: ele abraça o treinador de seu amado cão.

Quando a familia conta sobre o progresso que a criança alcançou graças ao Clyde, o detento se emociona e não consegue conter as lágrimas.  Mesmo 21 anos após o crime que o colocou na prisão, Chris tem dificuldade de falar sobre o assunto. Ele e um amigo se envolveram numa discussão violenta com outro homem e as coisas saíram do controle. “Eu fui um covarde naquele dia, e não fiz a coisa certa,” diz Chris tristemente. Para ele, o programa com os cachorros é uma oportunidade de se redimir pelo seu crime.

Para Zachary, o programa o presenteou com Clyde, e também o ajudou a ter uma nova vida. Se um ataque de pânico estiver se aproximando, o cachorro dirige a atenção do menino para ele, e Zachary sabe que ele tem que cuidar do seu bichinho de estimação, o que acaba o acalmando e tranquilizando. Agora ele pode dormir outra vez e fazer amigos. Zachary, que quase foi transferido de escola, está agora em uma turma avançada. E tudo isso graças a um detento condenado por assassinato.

Essa forma de ajuda vinda de uma fonte tão inusitada é muito tocante. Se a dedicação de Chris e o progresso de Zachary também te inspiraram, compartilhe esta história! Todos merecem uma segunda chance.

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