Choques, socos e pauladas em animais nas fazendas da Friboi param a internet com flagra assustador (Vídeo)

foto-pronta

Parece horrível, mas é pior. Nem todos querem saber, muito menos ver o que acontece em regiões onde o gado é severamente maltratado, apenas para o nosso consumo posterior. Mas quem parece não querer ver mesmo é a JBS, a maior produtora de proteína animal do mundo e dona de marcas como Swift e Friboi.

Lembra das propagandas da Friboi? O que dizia mesmo? “Confiança desde a origem”, tá lembrado? Mas será mesmo que dá para confiar? Infelizmente, fica cada vez mais difícil acreditar no teatro que inventam para comprarmos seus produtos. Então, foi pensando nisso que a Repórter Brasil decidiu fazer uma pesquisa mais adiante para saber se é possível mesmo confiar.

Em quatro estados diferentes, a procura das fazendas fornecedoras da JBS, pode-se ver um mesmo resultado, nem um pouco agradável. Ao contrário do que é divulgado no site da empresa, que os animais seriam tratados com “respeito e sem sofrimento”, a jornalista encontrou bois tomando choques elétricos, bezerros sendo queimados no rosto e animais recebendo pauladas

O pior de tudo isso é saber que no Brasil não há uma legislação específica sobre o bem-estar no manejo de animais do país, o que só dificulta as coisas.

A situação realmente não parece das melhores, não é?! Pois é, o tratamento que eles recebem não está nem um pouco de acordo com as recomendações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Pelo contrário, a empresa afirma que seus fornecedores recebem treinamento constante sobre o assunto, mas os fazendeiros e empregados jamais receberam supervisão da empresa. “Nunca veio ninguém fiscalizando nada. Eu tenho doze anos morando aqui e ninguém nunca fez isso”, contou um deles, funcionário em uma propriedade no Mato Grosso do Sul. Peculiar, certo?!

Infelizmente, essas não são as únicas questões. A JBS, pelo jeito, não cumpre nenhum tipo de recomendação do Ministério da Agricultura sobre o bem-estar dos animais, apesar da existência de uma Comissão Técnica Permanente de Bem-Estar Animal que publica manuais para orientar os produtores sobre a forma como eles devem ser tratados.

A JBS inclusive parece ter incluído endereços no site como os locais de produção de seus produtos, mas não foi isso que a reportagem encontrou ao visitar pelo menos 48 deles. Muitos deles são falhos, além de terem nomes diferentes dos encontrados no local, os quais os levaram a fazendas dentro de cidades, lagos de barragens e até de Terras indígenas.

Fica difícil confiar assim, não acha? O que a empresa tem a dizer é que ela não é responsável pelo manejo interno das fazendas e que todos os motoristas e terceiros são treinados em Bem-Estar Animal e recebem certificados além de assinarem um termo de responsabilidade sobre essa política da companhia.

Mas não é bem isso que a Repórter Brasil encontrou durante o percurso. Como foi dito antes, choques elétricos e pauladas são usadas desnecessariamente apenas para que eles entrem dentro de caminhões ou que fiquem em pé em carrocerias. O uso dessa violência deixa-os agitados fazendo inclusive que eles se pisoteiem.

E não para por aí. A violência deixa traços ainda piores nos rostos de bezerros queimados com ferro quente, sem quaisquer cuidados com seus olhos, sem higienização e sem atenção para a agitação do animal, como manda o manual em casos estritamente necessários (já que não é recomendado o uso deste tipo de marcação).

Para você ter uma ideia, em uma das fazendas, um homem faz um exame de ultrassom em um animal enquanto outro marca suas pernas com ferro, o que só o deixa ainda mais agitado.

E se já é difícil para os adultos, imagine os filhotes? São totalmente maltratados, é claro. Os bezerros, por exemplo, desde o início sofrem na “maternidade” – onde ficam as vacas que pariram recentemente – separadas do rebanho. Muitos, segundo a repórter, foram amarrados pelas pernas ou pelo pescoço logo após nascerem e, então eram arrastados por cavalos.

É uma verdadeira carnificina onde humanos, no poder, se sentem na posição de fazerem o que quiserem, simplesmente porque os animais não têm como argumentar. E se fosse o contrário?

Imagine-se na situação, por mais forte que possa parecer. Pense: e se batessem em você com as bandeiras brancas que deveriam ser usadas apenas para indicar o caminho? E se você ficasse dentro de um curral abarrotado de outros animais agitados, pisando uns nos outros?

A realidade dói, eu sei. Mas enquanto não nos conscientizarmos de outros seres além de nós mesmos nada será feito, infelizmente.

Mesmo assim, a JBS ainda se justifica por estar entre “as melhores empresas do mundo no que se refere às práticas do bem-estar animal” e por se basear no princípio das “cinco liberdades” (livres de “fome e sede; desconforto; dor, injúria e doença; medo e estresse; e conseguirem expressar seu comportamento natural”)

Veja o vídeo (contém cenas fortes)

(Via agencia de noticia)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *