Após zoar paciente pobre, médico desabafa: ‘fui demitido de todos meus empregos’

foto pronta

O médico Guilherme Capel ficou conhecido nessa semana em todo o país por publicar uma foto em que zombava do modo de falar de seus pacientes. A imagem mostrava ele exibindo um receituário médico com a frase “Não existe peleumonia e nem raôxis”. Um enteado de um dos pacientes atendidos pelo médico disse que seu pai de criação foi quem disse as palavras erradas e que o profissional da saúde começou a rir no momento da consulta, não sendo profissional. Em entrevista publicada neste sábado, 30, no G1, o médico contou que perdeu todos os seus empregos. Ele agora tenta se defender e alega que não é preconceituoso, aprovando também a campanha contra o fim do preconceito em todo o país.

O médico disse que atendeu naquele dia mais de cem pacientes e que estava no seu período de folga, quando decidiu fazer a imagem com a piada, que ele mesmo classificou como infeliz. A brincadeira teve uma extensão nacional. O agora desempregado disse que praticamente morava em hospitais e que não dá para passar a vida só falando de doença. Ele disse que é preciso rir, mas confessa que talvez existam brincadeiras melhores. Ele disse que não estava debochando de nenhum paciente, pois esse feitio não faz parte do seu caráter e da sua crença como ser humano.

O médico disse que é recém-formado e que pediu ao Ministério Público que apure o caso, alegando que não teve a intenção de debochar de ninguém. Guilherme disse que a história começou a se propagar na imprensa através de um blog de Serra Negra e que o paciente que falaria errado nunca existiu. “Essa é a maior mentira que já disseram sobre mim”, disse ele. O enteado e o filho do paciente chegaram a ter os nomes divulgados pela grande imprensa. O plantonista, no entanto, disse que condena esse tipo de pessoa que os internautas estão achando que ele é.

O médico ainda disse que estudou com bolsa durante o ensino médio e que fez faculdade pública, conhecendo como não é ter dinheiro para fazer tudo. O caso agora pode ser realmente apurado por órgãos competentes.

(Via agencia de noticia)

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