Antes do suicídio, adolescente deixa poema para o pai que a abusou

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Estou destruída.

Eu era apenas uma menina

Escondida sob meus lençóis;

Você tirou toda a minha inocência,

Deixou-me morta por dentro.

Você me deixou sozinha

Para resolver tudo, sozinha, confusa e perdida eu andava, através de túneis de dor.

 

Você me deixou sozinha após aquela noite.

Minhas lágrimas silenciosas você nunca escutou;

Meu rugido interior queimava por dentro.

 

Você me roubou de minha caverna, abusou de minha alma e tirou minha confiança, abandonada em um buraco e deixada sob o frio.

Eu estou destruída agora, feita em pedaços

Luto para reparar o dano, mas a sua respiração ainda permanece no meu peito. – Abbey

Abbey, de 17 anos, da Austrália, foi abusada sexualmente pelo seu próprio pai. Logo, após um escrever um poema comovente destinado a ele, em novembro de 2013, acabou se suicidando. Nele, ela descreveu toda sua luta para tentar reparar os danos e a dor em um período de dois meses. Hoje, o poema foi incluído em um relatório da organização Braveheart, um grupo de defende os direitos infantis.

A decisão de interromper sua própria vida veio após uma decisão judicial, feita pelo tribunal do estado da Austrália Ocidental, que permitia ao pai passar um tempo ao lado dela. Segundo a fundadora Hetty Johnson, que entregou o relatório intitulado “Abbey’s Poject” recentemente ao Governo Federal, o sistema de direitos familiares na Austrália precisa ser revisto. “O sistema de direitos da família, como está agora, é uma das instituições mais perigosas para as crianças neste país”, disse em entrevista ao Sunshine Coast Daily.

O estudo analisou 15 casos em que o sistema judicial é acusado de colocar as crianças em risco de serem prejudicadas. “O Projeto Abbey visa dar voz às crianças, pais e outras pessoas que, graças a esse sistema, não foram ouvidos ou protegidos”, disse Johnson.

Os 15 casos selecionados são apenas alguns de uma longa lista, e não são exclusivos, segundo ela. Entretanto, de acordo com a Chefe de Justiça da Vara da Família na Austrália, Diana Bryant, uma revisão do referido sistema tribunal de família exigiria um maior financiamento por parte do governo. “Embora o financiamento prometa melhorar o acesso da justiça as famílias afetadas pela violência, até o momento, nenhum único centavo foi entregue à causa”, disse. “O tribunal gostaria de implementar medidas consistentes com o plano, mas todas elas exigiriam um maior investimento financeiro. Logo, com os recursos existentes, nada pode ser feito”.  

(Via agencia de noticia)

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